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RELATÓRIO ESTRATÉGICO • CORREDOR DE CAPRICÓRNIO

A Reconfiguração Geoeconômica do Centro-Oeste: Acesso Direto aos Portos da Ásia pelo Pacífico

O Corredor Bioceânico rodoviário de 2.396 km converte Mato Grosso do Sul em nó logístico nevrálgico da América do Sul. Com a conclusão da Ponte Internacional sobre o Rio Paraguai em Porto Murtinho e a pavimentação da Rota PY15 no Chaco, encurta-se a rota marítima para a China em até 17 dias, alterando radicalmente a competitividade das exportações de celulose, carne e grãos.

Encurtamento Marítimo -15 a -17 dias Redução de tempo em rota direta aos portos de Ningbo e Xangai frente à rota Atlântica.
Eficiência de Custo 25% a 32% Redução projetada no custo total de movimentação e frete para cargas originadas em MS.
Extensão Rodoviária 2.396 km Traçado integral entre Campo Grande e os portos de Antofagasta, Iquique e Mejillones.
Status da Ponte 92% concluída Ponte estaiada binacional (1.294m) ligando Porto Murtinho a Carmelo Peralta.
01
INFRAESTRUTURA & INTERCONEXÃO FÍSICA

Mapeamento Sequencial do Corredor de Capricórnio

Marco 01 • 0 km

Campo Grande: Hub de Originação e Convergência Ferroviária

Ponto focal de consolidação de cargas no Centro-Oeste. A capital sul-mato-grossense concentra os terminais intermodais, o anel viário de escoamento e a junção com os eixos produtores de Dourados, Maracaju e São Gabriel do Oeste pela BR-267 e BR-060.

Marco 02 • 440 km

Porto Murtinho: Terminal Fluvial e Estrutura Alfandegária Binacional

Histórico polo da hidrovia Paraguai-Paraná agora ampliado com pátios alfandegados de triagem, novos terminais graneleiros e acessos rodoviários projetados para composições de bitrens e rodotrens com capacidade de 74 toneladas.

Marco 03 • 445 km

Ponte Bioceânica Internacional sobre o Rio Paraguai

Comprimento total de 1.294 metros e vão central estaiado de 350 metros, viabilizando a navegação contínua da hidrovia. Liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta (Paraguai), eliminando o gargalo histórico de travessia por balsas.

Marco 04 • 980 km

Chaco Central Paraguaio: Pavimentação da Rota PY15

Travessia de mais de 530 quilômetros de relevo plano e pavimentação asfáltica dimensionada para tráfego pesado contínuo, conectando Carmelo Peralta, Loma Plata e Mariscal Estigarribia até Pozo Hondo, na divisa com a Argentina.

Marco 05 • 1.680 km

Noroeste Argentino e Travessia Andina pelo Paso de Jama

Articulação logística pelas províncias de Salta e Jujuy através de rodovias asfaltadas que cruzam a Cordilheira dos Andes. Operação em centro aduaneiro integrado com o Chile a mais de 4.000 metros de altitude com trânsito o ano todo.

Marco 06 • 2.396 km

Portos do Norte do Chile: Antofagasta, Mejillones e Iquique

Terminais de águas profundas do Oceano Pacífico sem restrições de calado para navios porta-contêineres de grande porte. Embarque imediato para linhas marítimas regulares transpacíficas sem necessidade de passagem pelo Canal do Panamá.

Marco 07 • Destino Marítimo

Portos Chineses (Xangai, Ningbo-Zhoushan, Qingdao) e Mercado Asiático

Economia de 15 a 17 dias de trânsito marítimo e redução dos custos de estadia e combustível para os maiores compradores mundiais de commodities agrícolas, celulose e proteínas animais de Mato Grosso do Sul.

02
TRIBUTAÇÃO, FLUXO DE CAIXA E REGULAÇÃO

A Reforma Tributária e os Riscos de Liquidez no Agronegócio

Articulista Técnico
CONSULTOR TÉCNICO CONVIDADO

Dr. Consultor Especialista em Direito Tributário

Doutor em Direito Tributário • Especialista em Tributação do Agronegócio e Comércio Exterior

Parecer Técnico • Setor Produtivo

A Asfixia do Fluxo de Caixa: Os Desafios Ocultos da Transição para IBS e CBS nas Exportações Rurais

A promessa governamental de simplificação e desoneração ampla das exportações na Emenda Constitucional nº 132/2023 mascara um obstáculo financeiro decisivo para o produtor rural e empresas exportadoras: a quebra de previsibilidade do fluxo de caixa e a cumulatividade residual de créditos tributários no momento da safra.

"Na prática, enquanto a imunidade formal nas vendas externas é assegurada pela Constituição, a retenção prolongada e a lentidão na homologação de créditos de insumos e maquinários no novo sistema podem estrangular a liquidez operacional das propriedades rurais sul-mato-grossenses."
1. Demora no Ressarcimento de Créditos Acumulados

O produtor rural arca antecipadamente com IBS e CBS nas aquisições de fertilizantes, sementes e defensivos. Se a devolução de créditos de exportação sofrer burocracias fiscais, a fazenda se torna credora compulsória do Estado em prejuízo do custeio.

2. Contratos Agrários, Arrendamentos e Parcerias

Insegurança interpretativa sobre a incidência de novos tributos na locação e arrendamento de terras produtivas, gerando litígios e risco de aumento generalizado nos custos de expansão de área.

3. Tributação da Renda e Sucessão Patrimonial

Mudanças estruturais nas regras de ITCMD e transmissão de cotas familiares demandam reestruturação jurídica urgente antes que a nova sistemática eleve custos de sucessão nas propriedades do Centro-Oeste.

03
RADAR INFORMATIVO & REGISTRO OFICIAL

Registro Contínuo de Atualizações e Notícias